Paredes

Sobre a fase de levantamento das paredes na construção, onde os ambientes surgem definidos e sobre o emprego dos diversos tipos de tijolos na arquitetura e engenharia.

Paredes em alvenaria

Por definição, alvenaria é a obra feita de pedras ou tijolos, ligados com argamassa, cimento, etc. Quando a construção chega na fase de levantamento das paredes, é quando os ambientes se definem, e os cômodos começam a surgir.

Quando se fala em alvenaria, com relação à construções mais antigas e tradicionais, existe a expressão "parede de meio tijolo" e "parede de um tijolo". Paredes de um tijolo são paredes mais grossas com 25 cm de espessura e paredes de um tijolo são paredes mais finas, com espessura de 15 ou 13 centímetros, dependendo da espessura do emboço. Esta espessara depende da forma como os tijolos são assentados.

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Até à alguns anos atrás, as paredes externas das casas e construções eram de "um tijolo" e as internas de "meio tijolo". Nos dias de hoje, geralmente toda construção adota paredes de 15 centímetros, tanto para paredes externas como para paredes externas.

Existe um terceiro tipo de parede, bem mais fina, chamada de "parede de espelho". Estas paredes tem 10 centímetros acabados, ou seja considerando o revestimento ou emboço. Neste tipo de parede, os tijolos maciços são colocados de forma a ficarem apoiados no lado menor da peça. Existem também tijolos vazados para paredes de espelho. Entretanto, as paredes de espelho somento devem ser levantadas para dividir ambiente internos.

Na verdade a econômia que se ganha em tijolo, perde-se em gasto com massa muito forte, tanto para assentamento como para o emboço, para conferir resístência à este tipo de parede, que bem feita fica tão firme quanto à parede de um tijolo. É uma opção apropriada quando se pretende ou se necessita ganhar espaço interno.

Materiais de alvenaria

O tijolo é o mais simbólico e tradicional elemento da arquitetura no Brasil, e também uma opção adequada em termos de clima e custo para a maior parte do território brasileiro.

Seja ele tijolo vazado (furado) ou maciço, possui boas propriedades térmicas e acústicas. E geralmente é adequado para ser utilizado em qualquer região do Brasil, tanto regiões quentes como frias.

Dependendo do tipo de tijolo e da forma como é assentado, e do seu acabamento, pode conferir diferentes aparências e estilos às casas, dando-lhes aspectos e caracterísitcas clássicas, arrojadas ou rústicas.

Tipos básicos de tijolos

Existem atualmente inúmeros tipos de tijolos, e à cada dia surgem novas opções. Aqui estão enumarados e descritos alguns tipos de tijolos.

Tijolos Maciços: São tijolos de barro cozido, muito utilizados antes do surgimento dos tijolos vazados de cerâmica. São resistentes, e se enquadram na categoria de alvenaria estrutural, ou seja, eram muito usados para construção de casas, de andar térreo ou mais de um andar, cujos peso das lajes eram suportados pelas paredes, sem as vigas e pilares de concreto armado. Neste caso, se utilizava sintas de concreto e vergas para conferir rigidez às paredes, mas o sistema estrutural era diferente.

Dependendo da qualidade do tijolo maciço, e do capricho e técnica usada em seu assentamento as paredes podem ter seu acabamento ao natural, sem revestimento.

Tijolos Laminados Maciços de Cerâmica: Este tipo de tijolo maciço, é semelhante ao tijolo de barro cozido, porém apresentam um melhor acabamento para ser empregado em paredes com tijolo aparente. São altamente decorativos, quando se pensa em fazer uma alusão à construções rústicas, porém dentro da modernidade e praticidade. Geralmente tem o preço mais elevado.

Tijolos Vazados de Cerâmica: São tijolos laminados de cerâmica, em modelos vazados ou perfurados, adequados para a vedação de paredes internas ou externas, revestidas por emboço.

Blocos de cimento: Os blocos de cimento são utilizados para a construção de muros e qualquer tipo de parede. São fabricados em diversos tamanhos e modelos, alguns com acabamento especial para paredes que não recebem acabamento. Geralmente são mais caros, mas tem seu lado econômico, já que ganha-se na mão de obra, pois o assentamento de um bloco de cimento equivale ao assentamente de vários tijolos de barro. Entretanto pode ser mais pesado, e pode ser pensado como alvenaria estrutural.

Concreto armado: É também possivel falar em paredes e alvenaria de concreto armado. Entretanto, exceto em caso de placas para encaixe de casas econômicas e muros pré moldados, utiliza-lo na construção tradicional como alvenaria é de certo modo inviável, por ser um material caro, e que exige mão de obra preparada para tal fim.

Sendo assim, pensar em alvenaria de concreto armado é algo incomum, para não dizer desaconselhável, à menos que se trate de casos e projetos especiais, e se disponha de uma equipe preparada e especializadas, além de um acompanhamento constante durante a execução da obra.

Deste modo, o emprego do concreto armado em alvenaria, fica para projetos mais arrojados como um todo, ou para algumas partes do projeto que se materializam na construção como paredes curvas em concreto aparente, escadarias esculturais e outros volumes ousados que se queira destacar. Devido às suas propriedades, o concreto é um material que permite moldar diferentes formas, dando total liberdade aos arquitetos.

Paredes de Madeira

Paredes feitas em madeira, e casa feitas como um todo em madeira, inclusive as fundações, eram muito usadas no sul do pais, até a segunda metade do século 20. E até hoje ainda existem construções que usam paredes em madeira, devido ao fato das plantações de replantio de pinheiros serem abundantes na região, tornando o custo viável.

As madeiras tratadas apresentam diferentes cores, podendo ser enceradas, pintadas ou envernizadas. Um projeto bem feito, pode usar paredes de madeira em perfeita sintonia como outros tipos de pisos e revestimentos de paredes internas. A vantagem das casas de madeira, principalmente pré-fabricadas é sua velocidade de construção e montagem. Trata-se de uma opção diferente, e para tal deve estar em uma região onde exista este tipo de oferta à preços competitivos.

Levantamento da Alvenaria

A fase anterior, das fundações, é uma etapa meio enigmática da obra, pois nem sempre o casal proprietário da obra entende bem o que está acontecendo, além de somente ver coisas sendo feitas abaixo do nivel do terreno em escavações. Sabe-se apenas que a casa esta nascendo, que suas bases estão sendo feitas.

Em contrapartida, quando a alvenaria começa a ser levantada, isto gera um entusiasmo nos proprietários ao visitar a obra. Porque? Porque é exatamente neste etapa que os proprietários podem ver os cômodos surgindo, os volumes dos ambiente sendo erguidos.

Esta é uma fase gratificante, e se não existir empecilhos ou excesso de chuva, a obra anda muito rápido, e tem-se realmente a sensação de ver a casa sendo erguida, e a sensação de ver a colocação dos primeiros tijulos e surgimento das primeiras paredes será memorável.

Tecnicamente falando, para se entender, quando a casa é construída baseada na alvenaria e não em pilares e vigas de concreto armado (ou seja, com estrutura independente), as paredes começam a ser erguidas pelos cantos, ou seja, primeiro são construídos os cantos ou junção de duas paredes, para que a alvenaria começe firme e amarrada.

O assentamento dos tijolos é feito com uma massa, chamada de argamassa, que é feita de cimento, areia e cal. A colocação desta massa entre os tijolos é feita com um instrumento de mão, chamado colher de pedreiro.

Durante o levantamento das paredes devem ser observado alguns fatores como:

1- Deixar vãos caso estejam previstas colunas de sustenção em concreto aramado, cuja armação já vem das fundações, ou caso esteja previsto usar algum tijolo especial em alguns pontos para introdução de ferragem e colocação de concreto, para conferir rigidez às paredes e à casa como um todo.

2- Em caso de estarem previstas colunas ou pilares de concreto, caixas de madeira, feitas de táboa de construção, com ferragem em seu interior são montadas no local. E depois o concreto é derramado no interior das mesmas.

3- Deve ser feita a marcação dos locais do vãos de portas e janelas, onde entrarão estas esquadrias.

4- Construção de vergas ou vigotas que devem ficar apoiadas na alvenaria, sobre os vãos de portas e janelas, para sustentar a parte de parede que passa acima dos vãos, e que seguem até o teto. No caso de janelas, são colocadas vergas também na parte onde a janela é assentada, para que a distribuição do peso das paredes na extremidade dos vãos não causem rachaduras.

Dependendo do estilo arquitetônico da casa, as vergas podem até ficar aparentes, sendo feitas de concreto armado, madeira dura de lei, ou até mesmo de alvenaria em arco ou inclinada. Vergas de madeira podem ser exploradas num projeto, quando este faz alusão ao estilo de casas rústicas ou ao estilo da casa colonial brasileira mais simples.

O nivelamento do respaldo | Rente ao teto

Onde a alvenaria termina, rente ao forro, da-se o nome de respaldo. Este deve ser bem nivelado, e os desníveis corrigidos com uma camada de massa de cimento, areia e cal, antes da colocação da laje, que de acordo com o metodo construtivo adotado, sera apoiada e assentada sobre esta parede de alvenaria.

Quando a casa tem estrutura de concreto armado, as paredes não tem função estrutural ou de apoio, e neste caso servem apenas para fechar os vão entre pilares e vigas que compoem a estrutura. E ainda neste caso, a laje é muitas vezes construída antes das paredes serem erguidas. Em casas de dois pavimentos, de construção moderna, a estrutura geralmente é de concreto armado.

Chama-se "pé-direito da casa" a altura de piso à teto. Sobre o final da alvenaria, na parte superior, quando se trata de sobrados, pode-se também aproveitar o respaldo para formar o fundo de formas de vigas de concreto armado, que sustentam o piso superior. Neste caso, é necessário a colocação de táboas laterais, para fechar a forma e despejar o concreto.

Em casas térreas, estas vigas geralmente não são necessário. No repaldo, onde a parede se encontra com a laje, muitas vezes é feita uma cinta de concreto, apenas para dar firmeza à construção.

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